Carlos Nobre contra a Margem Equatorial: até onde vai a obsessão pelo “carbono zero”?
O anúncio da Petrobras sobre a descoberta da presença de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, que está sendo perfurado na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, motivou uma reação imediata do climatologista Carlos Nobre, um dos mais ativos porta-vozes da agenda do catastrofismo ambiental no Brasil.
Em um bizarro contraste com o otimismo geral despertado pela notícia, em relação ao potencial de recursos da Margem Equatorial Brasileira (MEB), o notório arauto do apocalipse climático apressou-se em sentenciar:
“Não há nenhuma justificativa para qualquer nova exploração de combustíveis fósseis, seja o petróleo, seja o gás natural ou o carvão. Nós temos que zerar rapidamente o uso de combustíveis fósseis em todo o mundo. 75% das emissões dos gases de efeito estufa vêm da queima dos combustíveis fósseis. É uma emergência imensa”, disse ele em entrevista ao Jornal Nacional.
Em outra entrevista, ao blog Conexão Planeta, complementou: “A transição energética precisa passar rapidamente para energias renováveis e parar a exploração do que já está sendo explorado. Isso é o que a ciência mostra com toda clareza.”
A proposta de “parar a exploração” dos combustíveis fósseis, responsáveis por mais de 80% da energia primária consumida no planeta, denota o alheamento à realidade característico de “cientistas-militantes” como Nobre. Para promover os seus cenários alarmistas, costumam passar por cima das drásticas consequências de tal medida para o desenvolvimento mundial e também do método científico, dada a inexistência de evidências concretas de que as emissões de carbono das atividades........
