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“Transição energética”: França salva Inglaterra na Copa

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11.08.2026

Na coluna anterior, comentei os problemas do Reino Unido com sua rede de baterias de armazenamento de eletricidade, necessárias para acumular o excesso de geração de energia eólica e solar que ocorre em boa parte do dia e liberá-la nas calmarias ou à noite. Como observei, o próprio Operador Nacional do Sistema Energético (NESO, sigla em inglês) tem advertido para o alto risco de sobrecarga das linhas de transmissão implicado na operação dos sistemas de baterias, além de outros problemas acarretados pela elevada participação de tais fontes intermitentes no sistema elétrico.

Pois, na noite de 23 de junho, enquanto milhões de torcedores ingleses se preparavam para assistir ao jogo de sua seleção contra Gana na Copa do Mundo, o sistema esteve a segundos de um apagão em grande escala, sendo o desastre evitado apenas por uma providencial injeção emergencial de eletricidade vinda da França, arranjada por frenéticos telefonemas através do Canal da Mancha.

Em 26 de julho, o diário Telegraph noticiou o episódio:

“Era 23 de junho, e o país sofria com uma onda de calor, o que levou muitos a ligarem ventiladores e ar-condicionado em casa.

“Com um grande número de pessoas também grudadas na televisão até altas horas da noite, a demanda no sistema elétrico estava excepcionalmente alta.

“O que os torcedores não sabiam, no entanto, era que, em uma sala de controle em Reading, engenheiros do Operador Nacional do Sistema Energético (NESO) estavam se esforçando ao máximo para manter o jogo funcionando.

“Às 20h17min17s, apenas uma hora antes do início da partida, a crise atingiu o seu ponto mais crítico. O desastre só foi evitado depois que os responsáveis pela........

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