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E se o pior acontecer a Bolsonaro pelas mãos de Xandão?

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17.03.2026

A internação em caráter de urgência do ex-presidente Jair Bolsonaro na UTI do hospital DF Star em Brasília, depois de ele passar mal na prisão na sexta-feira, mostrou mais uma vez, para quem ainda tinha alguma dúvida, que a deterioração de seu estado de saúde não é só mimimi de familiares e de apoiadores para livrá-lo do cárcere.

Ao contrário do que parecem acreditar o ministro Alexandre de Moraes, alguns de seus colegas no STF (Supremo Tribunal Federal) e seus adversários políticos, Bolsonaro, que fará 71 anos no dia 21 de março, já deu todos os sinais possíveis, reforçados pela avaliação de seus médicos, de que não está bem. Precisa de cuidados permanentes e especializados, num ambiente adequado, para que sua situação não degenere de forma irreversível.

Quase oito anos depois, ele ainda sofre as sequelas da facada que levou na região do abdômen durante a campanha de 2018, até hoje não esclarecida de forma convincente e cuja veracidade, por incrível que pareça, é questionada até hoje por muitos de opositores. Sua internação emergencial agora, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral – uma doença que exige a administração de medicamentos pesados que afetam a função renal dos pacientes – é apenas o sinal mais recente, e talvez um dos mais graves, de sua debilidade física.

Desde a decretação de sua prisão domiciliar, em agosto de 2025, ainda antes de seu julgamento, sob a alegação de descumprimento de medidas cautelares, esta já é a sétima vez que o ex-presidente é internado. Só nos primeiros 39 dias de prisão no Complexo da Papuda, em Brasília, para onde foi encaminhado em 16 de janeiro, ele recebeu nada menos que 144 atendimentos médicos, pelas contas do próprio Xandão, que usou os números, ironicamente, para mostrar que Bolsonaro estava bem assistido.

Não é necessário ser “adorador do Mito”, como dizem os críticos de seus apoiadores mais aguerridos nas redes sociais, para se dar conta de que se trata de um quadro preocupante, que exige a devida atenção. Nem de que o pedido de sua defesa para que ele cumpra sua pena em prisão domiciliar é uma questão humanitária que deve ir além das paixões políticas.

Qualquer cidadão com um mínimo de sensibilidade e bom senso é capaz de perceber a mesma coisa, independentemente do que pense sobre ele e sobre sua condenação a 27 anos e três meses de prisão, por........

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