A direita dolorida e suas quizumbas
Há tantos anos escrevendo por aqui... Imagino que o leitor companheiro saiba, até espere, que durante a Quaresma costumo considerar outras coisas que não as turbulências políticas cotidianas. E, mesmo quando isso é inevitável, ainda assim procuro que apareçam como ondas em mar quieto.
Quem me dera conseguir manter esta distância voluntária não apenas neste período, mas de forma perene. Viver em recuo contemplativo sem dar as costas ao que se passa. Não custa tentar, ainda que só consiga entre o carnaval e a Páscoa.
Deixe-me tentar exemplificar. Escuto ao longe o fuzuê interno da direita, as brigas dentro da família Bolsonaro, as divisões entre quem deveria estar unido, o gralhar de rede social, com todos sempre muito convictos, muito aparentemente corajosos, com quase nenhuma conversa real, pessoal, olho no olho, sem câmeras, sem fissura por likes...
Todo esse quiproquó atual, esse sururu, esse salseiro, esse fervedouro interno da direita, apenas modifica a aparência de infelicidade, a maneira dessa se manifestar
Todo esse quiproquó atual, esse sururu, esse salseiro, esse fervedouro interno da direita, apenas modifica a aparência de infelicidade, a maneira dessa se manifestar
A direita não é mais nova e envelheceu com poucos amadurecendo. Entre barulhentos frustrados, ressentidos, impacientes,........
