O STF blindou Toffoli: os ministros se tornaram o que eles diziam combater?
A decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar o pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso do Banco Master, mostrou mais uma vez o que acontece quando a sujeira dos escambos e dos conchavos brasilienses é exposta à luz do dia, especialmente quando atinge altas autoridades: o sistema se fecha para se proteger, ciente de que a derrubada de um pode significar a queda de todos.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manejou um argumento burocrático: o caso já estaria sob análise do próprio STF, com “atuação regular” da PGR, o que tornaria desnecessária qualquer providência adicional. A frase não significa absolutamente nada. O mérito da representação não foi enfrentado pela PGR. Na prática, isso significa que o órgão encarregado de fiscalizar ministros do Supremo decidiu não fiscalizar.
O caso escancara um problema recorrente: apesar de muita gente reiteradamente representar contra os ministros do STF por abusos, ilegalidades e violações de direitos, a PGR tem se recusado de forma sistemática a investigar ou sequer aprofundar as apurações. O resultado é sempre o mesmo: ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli continuam na relatoria dos casos, muitas vezes até ampliando os abusos, em vez de diminuí-los diante da pressão da sociedade.
A blindagem não parou na PGR. O ministro........
