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O risco da desmoralização institucional do STF

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20.07.2026

Poder não é sinônimo de autoridade. Poder pode ser imposto. Autoridade, não. Ela é construída lentamente. Nasce da coerência moral, do respeito à lei, da fidelidade às próprias decisões e da confiança pública. Quando o poder se distancia da autoridade, instala-se um desequilíbrio perigoso. E esse descompasso cobra um preço elevado: a erosão da credibilidade institucional.

O Supremo Tribunal Federal detém enorme poder. É a instância máxima do Judiciário, guardiã da Constituição e árbitra final dos conflitos institucionais. Seu peso é indiscutível. O problema não está no poder que exerce, mas na autoridade que, progressivamente, vem perdendo. Autoridade não se decreta: conquista-se. E também pode ser perdida.

A crise que hoje envolve o STF não resulta apenas de ataques externos ou de campanhas de deslegitimação. Ela nasce, sobretudo, de dentro. Decorre de decisões controversas, do protagonismo crescente de alguns ministros, de interpretações excessivamente elásticas da Constituição e da percepção, cada vez mais disseminada, de que a corte abandonou a discrição para ocupar o centro do palco político. Quando juízes passam a agir como protagonistas da disputa política, a toga perde parte de sua força simbólica.

A crise que hoje envolve o STF não resulta apenas de ataques externos ou de campanhas de deslegitimação. Ela nasce, sobretudo, de dentro

A crise que hoje envolve o STF não resulta apenas de ataques externos ou de campanhas de........

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