menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

1460 dias de agressão contra a Ucrânia: a luta continua

25 0
24.02.2026

Esta semana assinala-se o quarto ano da agressão em grande escala da Rússia contra a Ucrânia, numa guerra que já dura quase 12 anos. O último ano tornou-se o mais difícil e mais sangrento para os cidadãos ucranianos. Segundo a Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU, em 2025 registou-se o maior número de vítimas civis na Ucrânia desde 2022 - 2 514 mortos e 12 142 feridos com diferentes graus de gravidade. Isto representa um aumento de 31% em comparação com 2024 e de 70% face a 2023.

A razão prende-se com o “bombardeamento” massivo, por mísseis e drones russos, de cidades ucranianas com mais de um milhão de habitantes, tendo como principais alvos edifícios residenciais e infraestruturas energéticas. Aproveitando-se das temperaturas extremamente baixas registadas neste inverno na Ucrânia, o Kremlin desencadeou um verdadeiro terror em massa contra a população civil, tentando quebrar a sua vontade de resistência através do frio e provocar uma nova vaga de refugiados para a Europa. Os seus mais do que modestos ganhos no campo de batalha são compensados com uma guerra contra a população civil - as mulheres, as crianças e os idosos, os mais vulneráveis.

Ao vocabulário da agressão russa contra a Ucrânia juntou-se, a par do genocídio, uma nova palavra: “energocídio”. Tais ações enquadram-se não apenas na categoria de crimes de guerra, mas sobretudo de crimes contra a humanidade.

Nestes tempos “sombrios” para a Ucrânia - tanto em sentido figurado como literal - estamos gratos aos nossos parceiros pelo apoio, nomeadamente a Portugal, que em dezembro do ano passado........

© Expresso