No Rio em favela-chique
Como é que estava no Carnaval do Rio de Janeiro e não tinha ido à favela da Rocinha fazer o famoso vídeo do drone para pôr no Instagram? Durante o período dos festejos, vi nas redes sociais as filas de horas de turistas à espera para poder desfilar numa laje e olhar para o drone, que depois sobe vertiginosamente e revela o mar que banha a zona rica de São Conrado. Nem pensar. Com 30 anos de reportagem, tinha a minha dose de favelas e slums por todo o planeta. Mas acabou a festa e grande parte dos turistas partiu. Podia ir numa manhã e fazer o tour e o drone em duas horas, garantiam-me. Eis o que tinha constatado neste meu regresso ao Rio. Havia uma sensação de confiança gingada dos turistas em passeio em toda a Zona Sul — Copacabana, Ipanema e Leblon. Quase excessiva, a meu ver. A filmar, de telemóvel em punho e tal. Uma das razões — disseram-me — é que a Rocinha e o Vidigal viviam já do turismo e elas próprias não só garantiam a segurança total dos turistas dentro das favelas como tinham criado uma pax criminalis nas praias contra as investidas das favelas longínquas da Zona Norte. Havia aqui uma história para contar. Vamos lá!
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