Envelhecer com direitos: o que muda - e o que ainda falta
Portugal é hoje um dos países mais envelhecidos do mundo. Mais de 23% da população tem 65 ou mais anos, sendo que este número continuará a crescer nas próximas décadas. Ainda assim, durante demasiado tempo, o envelhecimento foi tratado mais como um problema demográfico do que como uma prioridade política.
A aprovação do Estatuto da Pessoa Idosa (Lei n.º 7/2026) pode ser um ponto de viragem.
Pela primeira vez, existe um enquadramento legal claro que reconhece, de forma integrada, os direitos das pessoas idosas em áreas como saúde, habitação, mobilidade, participação e proteção contra a violência. Mais do que um conjunto de medidas, este Estatuto afirma um princípio essencial: envelhecer com dignidade não é um privilégio, é um direito. Há avanços importantes que merecem ser destacados.
O reforço da permanência no domicílio, por exemplo, alinha Portugal com uma das tendências mais relevantes da longevidade:........
