Estão a pôr o SNS à venda
Há decisões políticas que falham. E há políticas feitas para falhar. Quando o ministério da Saúde publica diplomas com erros crassos, desorganiza os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), abre os centros de saúde à gestão privada e adia, à última hora, o sistema que prometia gerir consultas e cirurgias, já não estamos perante um tropeção: estamos perante um método. E quem paga não é Luís Montenegro nem Ana Paula Martins. É quem espera, sofre e adoece, e quem, todos os dias, trabalha no SNS.
O novo Sistema Nacional de Acesso a Consultas e Cirurgias deveria ter arrancado a 1 de agosto. Foi adiado para corrigir erros num emaranhado de decretos, portarias e despachos que ameaçam travar a produção cirúrgica adicional, excluir profissionais das equipas e fazer recair sobre elas o custo de dispositivos médicos. O resultado é previsível: menos cirurgias no SNS, listas de espera maiores e mais........
