Corín Tellado explica o namoro e os arrufos entre o PSD e este Chega que não gosta dos trabalhadores
Li apenas uma vez uma novela rosa, daquelas que se vendem nos quiosques, escrita por Corín Tellado, a famosa espanhola que produzia destes folhetins às dúzias. Queria ver o que era aquela escrita e diverti-me à brava (era como ler o Diário de Maria nos intervalos do oitavo ano à gargalhada). Nestes folhetins, na misoginia típica desta escrita, as mulheres são apresentadas como uns seres vulneráveis e frívolos que tentam resistir às manobras de sedução de uns garanhões fortes, cheios de testosterona e aparentemente cheios de características virtuosas. Elas respondem aos seus avanços, dizendo e suspirando “não”, “é não” (quem sabe nalgum livrinho até dizem “não é não”), mas acabam por cair nos seus braços, desvalidas e sacrificando os seus valores e princípios.
A novela do casamento entre a AD e o Chega anda ao nível destas novelas de gosto duvidoso, com a diferença de que os livros de Tellado não fazem grande mal a ninguém e a novela da governação está a prejudicar várias vidas.
Depois de um seríssimo e púdico “não é não”, afirmado com o horror de quem poderia questionar a sua honradez, sobre acordos de governação, sobre compromissos, sobre entregas nos regaços, Luís Montenegro e o seu........
