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Trump, a direita europeia e o Ocidente

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07.04.2026

Ao discutir o Irão, a Gronelândia, a Venezuela, a NATO ou a interferência nas eleições europeias, com frequência encontramos de um lado uma direita que se define contra a (extrema) esquerda e, do outro, uma direita que se define nesta discussão pela defesa dos valores liberais democráticos e ocidentais. E que, compreendendo escolhas pragmáticas, não considera o fim da ordem que vigorou nas últimas décadas um triunfo a celebrar ou com o qual se deva compactuar acriticamente ou sem desenhar alternativas.

O problema da direita crítica da política da actual administração americana é que não lhe pode bastar escandalizar-se com esta América e com os seus amigos europeus. Tem de ter alternativas. Internas e externas. E aí começa a conversa que tem de seguir: como preservar o Ocidente, os seus valores e a Europa.

O problema da outra direita é que enquanto Trump for detestado pela esquerda não conseguirá criticá-lo sinceramente nem pensar o futuro do Ocidente. E ainda há a que gosta, claro.

O que se está a passar com os Estados Unidos da América é muito mais e muito mais grave do que uma qualquer obsessão com Trump ou, ao contrário, uma qualquer obsessão com quem critica Trump. E, no entanto, há quem esteja mais preocupado com os críticos de Trump do que com o que Trump está a fazer à América, à Europa e ao Ocidente.

É verdade que os detractores........

© Expresso