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Quanto vale Trump?

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Donald Trump pediu aos americanos que, em novembro, fingissem que o seu nome estava no boletim de voto. O que parece não saber, é que já lhe estão a fazer a vontade. Não se trata de Trump ser o centro destas eleições. Formalmente, não é. No entanto, o próprio Presidente decidiu transformá-las num referendo sobre a única coisa que verdadeiramente sustenta o seu no seio do Partido Republicano: a convicção de que, com ele, os republicanos saem vitoriosos.

Essa convicção, muito mais do que ideologia, amizade ou fidelidade, é o que novembro pode destruir. Os republicanos não abandonarão Trump quando deixarem de gostar dele. Abandoná-lo-ão quando deixarem de precisar dele.

Durante uma década, Trump estabeleceu com o Partido Republicano uma relação essencialmente transacional. Ofereceu-lhe uma base eleitoral extraordinariamente mobilizada, transformou eleitores esquecidos pela política tradicional em militantes, conquistou a Casa Branca por duas vezes e tornou-se numa máquina de atenção mediática que nenhum outro republicano consegue reproduzir. Em troca, exigiu praticamente tudo: fidelidade pessoal, disciplina pública e uma tolerância quase ilimitada à sua imprevisibilidade.

O partido aceitou. Não porque Washington se tenha convertido coletivamente ao trumpismo, mas porque enfrentar Trump se tornou eleitoralmente mais perigoso do que acompanhá-lo. Muitos dos republicanos que optaram pela primeira opção........

© Expresso