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O impacto do celular na postura e nos músculos

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04.04.2026

Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão inclinados. O celular se tornou uma extensão do corpo. Acordamos e olhamos para a tela, trabalhamos com ela ao lado, usamos nos intervalos e, muitas vezes, encerramos o dia da mesma forma. Esse comportamento, aparentemente inofensivo, vem trazendo consequências cada vez mais visíveis no consultório: dores no pescoço, na coluna, nos ombros e até nos membros inferiores, especialmente em pessoas cada vez mais jovens.

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O problema não está no celular em si, mas na forma como o utilizamos. A postura mais comum ao manusear o aparelho envolve flexão do pescoço, ombros projetados para frente e, muitas vezes, a coluna em posição encurvada. Essa posição, mantida por longos períodos ao longo do dia, altera significativamente a distribuição das cargas no corpo.

A cabeça de um adulto pesa, em média, entre quatro e cinco quilos. Quando estamos com a postura ereta, essa carga é bem distribuída ao longo da coluna cervical. No entanto, à medida que inclinamos a cabeça para frente, o peso efetivo sobre a coluna aumenta de forma progressiva. Em ângulos maiores de flexão, essa carga pode chegar a mais de vinte quilos de força sobre as estruturas cervicais. É como se estivéssemos........

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