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Artroplastia do tornozelo no Brasil: realidade, desafios e futuro

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09.05.2026

A artrose do tornozelo, embora menos prevalente que a do joelho e do quadril, tem um impacto funcional desproporcionalmente alto. Diferentemente dessas articulações, onde a degeneração costuma estar associada ao envelhecimento, a artrose do tornozelo é, na maioria das vezes, consequência de trauma prévio. Fraturas, lesões ligamentares mal tratadas e instabilidades crônicas levam, ao longo dos anos, a um desgaste progressivo da cartilagem, culminando em dor incapacitante e limitação importante da mobilidade.

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Historicamente, o tratamento cirúrgico padrão para esses casos avançados sempre foi a artrodese, ou seja, a fusão da articulação. Trata-se de um procedimento eficaz para controle da dor, mas que impõe uma limitação definitiva do movimento. Em pacientes mais jovens e ativos, isso frequentemente resulta em sobrecarga das articulações vizinhas e, não raramente, em degeneração secundária ao longo do tempo.

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É nesse cenário que a artroplastia total do tornozelo surge como alternativa conceitualmente mais atraente. Ao substituir a articulação por uma prótese, preserva-se o movimento, melhora-se a biomecânica da marcha e, potencialmente, reduz-se o risco de degeneração das articulações adjacentes. Em países da Europa e nos Estados Unidos, essa técnica já está consolidada. No Brasil, entretanto, a realidade ainda é........

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