Marketing: entre a segmentação, os nichos e a hiperpersonalização
Desde o crescimento da prática do marketing nas organizações, uma das orientações mais conceituais que se preconizava era a necessidade de definir claramente o perfil do público que se queria atender, bem como quais os recursos necessários para oferecer os melhores produtos e serviços. A lógica era produzir em escala, comunicar em massa e buscar alcance.
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O consumidor era visto muito mais como parte de um mercado do que como um indivíduo. Ele fazia parte do mercado e assim era tratado até mesmo quando nos referíamos aos clientes específicos; as pessoas nada mais eram do que membros de um negócio.
Vivenciei uma boa parte desses momentos e acho perdoável, pois o marketing era um ilustre desconhecido para muitas organizações. Para várias empresas era um luxuoso departamento; para outras, um ser estranho no oitavo andar. Vários conceitos e fundamentos ainda estavam sendo reconhecidos pelos gestores, gerentes e algumas pessoas interessadas. Mas podemos dizer que a segmentação foi um dos processos mais rápidos de serem compreendidos.
A segmentação de mercado ganhou formulação acadêmica com Wendell R. Smith, em 1956, ao discutir segmentação e diferenciação como uma alternativa estratégica. Depois, esse tema foi absorvido pelos grandes manuais de marketing. No Brasil, o Professor Raimar Richers teve papel fundamental na consolidação do pensamento mercadológico e tratou, em seus livros e aulas, de forma explícita, da questão e da importância da segmentação dentro da realidade brasileira.
Quando eu cursava administração,........
