Tempo é direito!
Antônio Candido, sociólogo e crítico literário, chamou de monstruosidade a ideia de que “tempo é dinheiro”. Tentar quantificá-lo dessa forma é reduzir o tecido mais complexo da experiência humana. É transformá-lo em unidade de troca, empobrecendo a existência.
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A pretensão da sociedade de mercado é colonizar o cotidiano até que ele seja um pobre intervalo entre duas obrigações. Tipo workshop de mindfulness que a empresa contrata para que seus funcionários produzam mais.
Nos humanizamos no tempo e pelo tempo. Poucas coisas são tão perversas quanto colonizar o cotidiano, esse território revolucionário da vida à toa. Comprar o tempo de alguém, ou ocupá-lo de maneira opressiva, deveria ser considerado uma das grandes barbáries da história.
Por uma educação........
