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O "Mão Santa", a mão invisível e a mão boba

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21.04.2026

Deixou-nos Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, cujas cestas memoráveis o notabilizaram como o “Mão Santa”, apelido que ele rejeitava, pela boa razão – assim argumentava o atleta – de que ninguém nasce “cestinha”, mas essa habilidade ímpar surge com treinamentos incessantes e determinação implacável. Oscar diz em entrevista: “Mão Santa que nada; Mão Treinada”. Pois bem.

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Esse modo de ser e de pensar do lendário Oscar Schmidt, que hoje homenageamos neste espaço dedicado à economia, tem tudo a ver com outra homenagem, desta feita aos 250 anos da obra que inaugurou o pensamento econômico moderno – “A riqueza das nações”, de Adam Smith, publicada em março de 1776 – cuja lição mais comentada é sobre a virtude da mão invisível. Essa figura usada pelo “pai da ciência econômica” ilustra o argumento essencial do livro, que é o bem praticado por quem não visa ao interesse do próximo e, sim, honestamente, ao próprio interesse.

Essa aparente contradição do auto-interesse que resulta em vantagem para nossos semelhantes, apesar da despreocupação em “fazer o bem”, está no cerne da lógica de Adam Smith sobre a construção da riqueza dos povos. É que o trabalho diário de cada um, praticado com dedicação e afinco, na observação de Smith, não resulta apenas na remuneração do trabalhador. Esse trabalho se incorpora à satisfação do consumidor e também gera um valor excedente que será investido no ciclo produtivo seguinte. O trabalhador contribui, portanto, com mais do que........

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