A palavra esquecida
O crescimento da economia ou a falta dele (no caso do Brasil) é a constatação mais evidente do vigor ou da debilidade de uma nação, expressão sintética do sucesso ou fracasso do modelo político adotado para organizar uma sociedade na busca de sua prosperidade. Os economistas brasileiros têm falado cada vez mais de crescimento porque vem se tornando consensual que fracassamos na organização de nossas forças para obter avanços significativos de progresso.
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Nosso ritmo adequado de crescimento foi perdido há quase meio século, mais precisamente a partir de 1979, período que coincide com a aceleração das economias asiáticas e, em especial, a expansão exponencial da China. Por volta de 1988, Brasil e China apresentavam economias de tamanho semelhante, sendo que nossa população era muito menor; portanto, tínhamos uma renda per capita cerca de cinco vezes maior. Nesses quase 50 anos, o Brasil andou muito devagar e nossa renda por habitante quase não evoluiu. Em compensação, o PIB chinês saltou para um tamanho cerca de 10 vezes o do nosso PIB. Qual o segredo chinês? Nenhum. O diferencial deles está apenas em lembrar sempre, e assim organizar as decisões coletivas do povo chinês, em torno da palavra por nós esquecida: a poupança.
Os economistas também costumam esnobar a poupança. Preferem tratar do espelho da poupança que, pelos livros acadêmicos, é o investimento. Os livros de economia ensinam que........
