Quando a urgência vira método de gestão
Foi na minha primeira licença-maternidade que entendi, na prática, esse problema. Eu já tinha um planejamento bem construído mas foi ali que a ficha caiu de vez. Por muitos anos, fui a empresária que não tirava férias de verdade, o telefone continuava ligado, e o único "cem por cento de férias" que eu tinha era no fim de semana. Fui ajustando essa rota aos poucos, até achar que já tinha resolvido. Mas a licença me mostrou que não. Quando voltei, o primeiro sintoma que enxerguei na minha própria empresa foi esse: o quanto a operação ainda dependia da minha presença.
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Depois de quase vinte anos entre psicologia organizacional e a gestão do meu próprio negócio, aprendi que essa cultura da urgência quase sempre nasce do mesmo lugar: a ausência de um planejamento estratégico que realmente sustente a operação. Um gargalo muito comum mas que se manifesta de formas diferentes, levando sempre ao mesmo destino.
Às vezes é a instabilidade do próprio........
