Dá para fugir das deepfakes? Se você for mulher, é mais difícil
Nos últimos dias, o relato da atriz Paolla Oliveira sobre deepfakes tomou as redes e repercutiu amplamente na mídia. Para quem não conhece o termo, trata-se de uma modalidade de manipulação visual criada por Inteligência Artificial que gera vídeos e fotos hiper-realistas, geralmente a partir do uso não consentido da imagem de alguém, com o intuito de enganar o público. Mas não é necessário ter um rosto famoso para ser vítima. O simples fato de ser mulher já aumenta drasticamente as suas chances.
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Dados mostram que há uma motivação de gênero por trás dessa prática: pesquisas internacionais da Sensity AI e da Home Security Heroes apontam que cerca de 98% dos vídeos de deepfakes pornográficos na internet têm mulheres como alvo. Isso significa que a manipulação sintética de mídias não é apenas um desafio tecnológico, mas a vertente mais recente e cruel da violência de gênero. Historicamente, o corpo e a reputação das mulheres são os alvos de ataques que buscam descredibilizar, humilhar e silenciar. O uso da IA para criar pornografia não consentida é a atualização digital da dinâmica patriarcal de........
