menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O medo move o centro político diante da radicalização e da crise do STF

35 0
18.09.2026

A proximidade das eleições começa a provocar um movimento de placas tectônicas no centro político. Liberais que rejeitam o governo Lula se aproximam do presidente por medo de uma vitória da extrema direita. Conservadores que mantinham alguma distância do bolsonarismo ensaiam o voto útil em Flávio Bolsonaro para impedir a reeleição do petista. Em ambos os casos, a decisão não nasce da esperança, mas do medo.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Lula aposta todas as suas fichas na chamada “economia do afeto”, na feliz expressão do historiador Alberto Aggio: programas sociais, aumento da renda, proteção aos mais pobres e recuperação do poder de compra. O reajuste do Bolsa Família, anunciado a poucos dias do primeiro turno, tornou-se a expressão mais evidente dessa estratégia. O valor mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, com impacto estimado de R$ 5,8 bilhões neste ano.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, nega qualquer motivação eleitoral. A explicação técnica, porém, não elimina o efeito político. Em campanha eleitoral, sobretudo tão perto da votação, uma medida dessa magnitude inevitavelmente será interpretada como jogada populista. É nesse terreno que o presidente se sente mais confortável.

A maioria dos eleitores continua preocupada com emprego, renda, preços dos alimentos, saúde, segurança e condições concretas de vida. Lula procura reconstruir........

© Estado de Minas