Lula dobra aposta na ‘economia do afeto’ e aliança com Alcolumbre e Motta
A “economia do afeto”, conceito formulado pelo historiador Alberto Aggio para explicar uma das características centrais da cultura política do lulismo, talvez seja a melhor chave para compreender os movimentos recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em busca da reeleição. Trata-se de uma relação de reciprocidade entre Lula e os setores populares, construída pelo reconhecimento simbólico, pela identificação pessoal e por políticas que produzam benefícios concretos no cotidiano.
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É essa lógica que conecta iniciativas aparentemente distintas, como o fim da escala 6x1, a redução da chamada “taxa das blusinhas”, a renegociação de dívidas com cartões de crédito e outras medidas voltadas para renda, consumo e qualidade de vida. Lula procura reconstruir a percepção de que seu governo melhora a vida dos “de baixo”. Ao mesmo tempo, isso depende da aliança pragmática com o Centrão, materializada na aproximação com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
No seu livro “A construção da democracia no Brasil” (Fundação Astrojildo Pereira/Annabrume), ao analisar a política brasileira de 1985 a 2025, Aggio........
