Lula conversa com Trump sobre Gaza e Venezuela e visitará a Casa Branc
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao conversar com o presidente dos EUA, Donald Trump, por 50 minutos, e aceitar seu convite para ir à Casa Branca, entrou numa perigosa saia justa política. De um lado, o presidente americano o trata com deferência pessoal (“eu gosto dele”), o convida para um organismo global recém-criado e ainda acerta uma visita do brasileiro à Casa Branca assim que Lula voltar da Índia e da Coreia do Sul, em fevereiro.
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De outro, está sobre a mesa uma negociação em torno de Gaza, da arquitetura internacional e, sobretudo, da Venezuela, depois da operação militar dos EUA Unidos que prendeu Nicolás Maduro. Tudo num ano eleitoral, em que o governo Lula precisa reduzir riscos externos e internos, com economia sensível, oposição com a faca nos dentes e eleições logo ali.
Na prática, o Brasil foi puxado para o centro de um tabuleiro instável, no qual Trump tenta redesenhar a ordem internacional com seu “Conselho de Paz”, ao mesmo tempo em que acende um alerta máximo na América Latina com a intervenção militar na Venezuela que resultou na prisão de Maduro e de Cilia Flores. Entrar ou não entrar no Conselho de Paz de Trump é um drama hamletiano para Lula. Aceitar pode legitimar uma estrutura de governança internacional personalista, com poderes concentrados e regras nebulosas, que muitos já veem como uma tentativa de “substituir”........
