menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

As bombas contra a ABI e a imprensa que a linha-dura não conseguiu calar

47 0
19.08.2026

Há 50 anos, a bomba que explodiu na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 19 de agosto de 1976, não tinha como alvo apenas o icônico Edifício Herbert Moses, na Rua Araújo Porto Alegre, 71, no Centro do Rio de Janeiro, simbolo do modernismo brasileiro. Construído entre 1936 e 1938 e projetado pelos Irmãos Roberto, é uma jóia da nossa arquitetura moderna, com funcionalidade e plantas livres, além de uma fachada com quebra-sóis em venezianas de concreto para barrar o sol forte e pilotis sem portaria fechada na entrada.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

O que houve foi um atentado terrorista da linha-dura do regime militar contra a liberdade de imprensa e uma advertência a todos os que ousavam questionar aquela ditadura. A explosão atingiu o sétimo andar do prédio da ABI, próximo à presidência da entidade, danificando salas, elevadores e outros pavimentos. Não houve feridos, mas os prejuízos foram estimados em cerca de 1 milhão de cruzeiros. Em panfleto deixado no local, a autodenominada Aliança Anticomunista Brasileira assumiu a autoria e acusou a associação de estar dominada por comunistas.

Naquele mesmo dia, outro artefato foi colocado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, também no Rio, durante uma solenidade que reunia centenas de pessoas. A bomba não explodiu por uma falha. A escolha simultânea da ABI e da OAB mostrava........

© Estado de Minas