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A fé e a disputa pelas periferias: a Igreja Católica entra nas eleições

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25.09.2026

Ao pedir que os fiéis votem pela democracia, o alto clero católico entrou na campanha eleitoral. Não declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva nem pediu votos contra Flávio Bolsonaro. Mas a orientação é um divisor de águas num país em que o candidato do PL herda a aliança do bolsonarismo com lideranças evangélicas. A opção dos bispos é disputar os critérios do voto: a defesa das instituições, dos pobres e da liberdade de consciência diante da tentativa de transformar a autoridade religiosa em cabo eleitoral.

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O recado mais recente veio da Amazônia: “Nós não temos partido. Mas temos uma causa: o Evangelho e os pobres. Vote pela democracia”, disse o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, em vídeo divulgado nesta semana. Dom Guilherme Werlang, bispo de Lages (SC), advertiu contra a manipulação religiosa que pede votos em nome de Deus: “As igrejas não são currais eleitorais”. Ao lado de outros bispos, eles também trouxeram para a escolha eleitoral duas bandeiras de Lula: a soberania nacional e a proteção da Amazônia. Entretanto, nenhum candidato foi citado, apesar de as declarações confrontarem práticas e discursos associados à campanha bolsonarista.

A manifestação regional é o desdobramento prático e prolonga uma posição nacional. Em junho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirmou que não indica candidatos ou partidos, mas pediu........

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