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A torre de Babel que domina a Big Apple

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12.06.2026

Nova York – “Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais braços dados ou não”. Esse refrão da música de Geraldo Vandré, na luta contra a ditadura brasileira, reflete muito bem o que é uma Copa do Mundo e o encontro dos povos na Big Apple. É assim que nos sentimos no coração de Manhattan, na Times Square, como se estivéssemos todos de braços dados em busca de uma única causa: a união e a paz que o futebol deveria trazer, mas que se perdeu no caminho. Guerras por nada e por tudo, soberba, tirania e por aí vai. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tornou-se uma figura popular que é, recebida por reis, rainhas, chefes de estado, e que se curvou ao poder do dinheiro. Sim, ao abrir a Copa do Mundo para 48 seleções, ele disse que o que mais importa é o dinheiro dos patrocinadores entrando nos cofres da entidade suíça, que tem um PIB maior do que muitos dos seus filiados.

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