Cidinha da Silva: aprendendo e ensinando a bater em cachorro grande.
A última vez que vi Cidinha da Silva foi na cerimônia de posse da Ana Maria Gonçalves na Academia Brasileira de Letras, em novembro. Conto isso porque acho simbólico, muito chique e também porque, puxando pela memória, não consigo dizer exatamente quando a vi pela primeira vez. Mas sei dizer outras coisas. Sei que já fui aluna em uma das muitas formações literárias que ela realizou no Tambor Mineiro; que tenho quase todos os seus livros autografados; que a recebi na minha (saudosa) livraria Bantu para lançamento de obra; que já mediei mesa de feira literária em que ela era convidada e, sobretudo, que aprendi com ela muito da minha leitura crítica do mundo.
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É uma alegria imensa acompanhar uma escrita tão afiada, inteligente, generosa e necessária. Tenho orgulho de ser conterrânea de uma mulher tão fundamental para a cultura brasileira, especialmente para a literatura. Por isso, quero apresentar Cidinha para quem ainda não a conhece e celebrar para quem já conhece. Vamos lá:
Cidinha da Silva é escritora e ensaísta mineira, dona de uma obra marcada pela escuta atenta das experiências negras no Brasil, pelo humor preciso e por uma escrita que mistura literatura, política e afeto com muita naturalidade. Atua sobretudo na prosa curta, na crônica e no ensaio, transitando entre ficção, memória e intervenção social.
Com uma trajetória ligada ao movimento negro, à gestão pública e à formação acadêmica, construiu uma produção que........
