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Vamos combinar: chega!

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05.02.2026

Eram passados alguns minutos das 19h do dia 7 de janeiro deste ano quando uma moto com dois ocupantes chegou de repente pela calçada, margeando o muro, silenciosa, até surpreender a mulher que esperava o Uber com o celular nas mãos. Com um gesto brusco, o carona arrancou de suas mãos o aparelho e retornou à rua. Ela demorou segundos para entender o que tinha acontecido, abaixou-se para apanhar os óculos no chão e, em seguida, levou as mãos à cabeça.

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Não houve tempo nem de se lamentar. O susto cedeu lugar à agonia de “apagar” o aparelho antes que os criminosos pudessem acessar suas senhas e conta bancária. Feito o Boletim de Ocorrência, tomadas as primeiras providências com o apoio da Polícia Militar, restou a estupefação: indignação, raiva, tristeza – esses sentimentos que os brasileiros conhecem bem, cada vez mais oprimidos pela violência das nossas cidades.

A mulher, no caso, é minha esposa. Passados alguns dias, observava seu semblante cansado, ainda assoberbada pelas inúmeras providências tomadas para reorganizar a rotina - é verdade: a vida de cada um de nós está praticamente toda guardada na memória dos celulares! Mas o cansaço maior era - e ainda é - desse ambiente de insegurança e hostilidade, vem da perspectiva de continuar vigiada pelos olhos cavernosos da violência,........

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