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Quem vai ganhar a eleição?

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Em termos de faturamento, a Meta, de longe, é a maior vencedora do pleito. Facebook Serviços Online do Brasil faturou R$ 304,9 milhões e a Dlocal Brasil Instituição de Pagamento SA, plataforma contratada pelas Big Techs para as transações comerciais globais, captou R$ 102,5 milhões. Ocupam respectivamente a primeira e a segunda posição no ranking decrescente dos fornecedores e, juntas, somam, segundo dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta, 22 de outubro, R$ 407,4 milhões, o equivalente a 8,3% dos R$ 4,93 bilhões das contratações a fornecedores nas campanhas eleitorais de 2026.

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Politicamente, a Meta sai arranhada deste pleito, em mais um caso com potencial para engordar a lista global de escândalos envolvendo tentativas de interferência em eleições. O Conselho de Supervisão da Meta – órgão independente composto por especialistas que analisam as decisões da plataforma – divulgou comunicado com duras críticas às falhas de moderação e à falta de transparência da empresa nas eleições brasileiras. A manifestação enfraqueceu a narrativa da Meta perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de "isenção técnica" da empresa diante das denúncias de que seus algoritmos atuaram de forma assimétrica no pleito brasileiro.

As plataformas de tecnologia estão ao centro do palco geopolítico global, com interesses comerciais e projeto político próprio (que não é democrático). Ingenuidade seria supor que não tentariam interferir em eleições de países democráticos: têm candidatos e posições de sua preferência em todas as disputas. Não faltam exemplos. É emblemático o escândalo........

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