O pêndulo de Minas na batalha dos palanques
Por motivos diferentes, bolsonaristas e lulistas tiveram, na organização dos palanques do segundo maior colégio eleitoral do país neste pleito de 2026, um problema político comum: se viram, às vésperas das convenções partidárias, sem candidatura majoritária definida para concorrer ao Palácio Tiradentes. Explicações à parte – e são várias –, não se trata de um palanque qualquer. Minas Gerais tem características que tornam a disputa particularmente decisiva: embora entre 2002 e 2014 as urnas tenham registrado nos segundos turnos presidenciais a hegemonia de candidaturas da esquerda, a partir de 2018, a direção do voto mudou. Minas se tornou um estado pêndulo. Não apenas em 2018 deu vitória a Jair Bolsonaro (PL), reposicionando-se quatro anos depois em favor do presidente Lula (PT), como também registra, ao longo dos últimos 20 anos, resultados cada vez mais apertados entre as candidaturas de esquerda e de direita que se enfrentaram na corrida presidencial.
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Vencedores e sobreviventes da primeira batalha da sucessão
Nas eleições presidenciais de 2002 e de 2006, Minas Gerais operou como uma engrenagem de votos para Lula, garantindo-lhe, no segundo turno, vitórias sobre José Serra (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSB) – à época no PSDB – com larga diferença, respectivamente 32,9........
