O Dia D e novos corpos da sucessão
O ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP) se encontrará nesta quinta-feira com o governador Mateus Simões (PSD) para formalizar o desembarque do governo. Ainda não se sabe se entregará os 500 cargos comissionados ou se deixará o ônus da exoneração ao governador. O União Brasil informou o seu desligamento a Mateus Simões nesta quarta-feira, 28. O deputado federal Rodrigo de Castro, presidente da legenda em Minas, o fez “a contragosto”, explicando ter sido “voto vencido” na legenda. Mateus Simões perderá, com esta manobra, não apenas 20% do tempo de antena que detém União e PP. A reboque, seguirão legendas menores como o Podemos, controlado por Aro em Minas Gerais. Ainda a conferir se a Federação PRD Solidariedade seguirá com o governador.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O desassossego da sucessão mineira
Mateus Simões, que contava na sucessão estadual com nove partidos, e ainda sonhava em agregar o PL e o Republicanos, arregimentando quase 60% do tempo de antena, terá agora quinhão de 8,24%, destinado ao PSD. O Novo não alcançou a cláusula de barreiras e, por isso, não participa dessa distribuição. É pouco para quem governa e sofre da síndrome do desconhecimento dos vices. Não à toa, interlocutores de Mateus Simões e do Novo classificam o ato de Aro como uma “facada”. Diriam João Bosco e Aldir Blanc: “Tá lá o corpo estendido no chão (…) Em vez de reza, uma praga de alguém / E um silêncio servindo de amém.”
Marcelo Aro leva a Federação União Progressista para uma concertação com o PL e o Republicanos, o que só foi possível depois que Aro manobrou para inviabilizar o senador Cleitinho (Republicanos) dentro de seu próprio partido, o Republicanos. Mesmo liderando em todos os cenários a corrida ao governo de Minas, as direções estadual e nacional do........
