Incertezas de uma disputa e a prudência como estratégia
Com poucos dias de diferença entre os levantamentos de campo, DataFolha (18 e 20.08) e Quaest (21 e 24.08), convergem em alguns aspectos; divergem em outros. O primeiro e mais óbvio: o senador Cleitinho (Republicanos) lidera a corrida com algo entre 18 e 20 pontos percentuais em relação ao segundo colocado. Se as eleições fossem hoje, teria presença assegurada no segundo turno. Apesar disso, é uma eleição que está aberta. Cinco candidatos, com trações e recursos distintos concorrem pela segunda posição.
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O deputado federal Patrus Ananias (PT) e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) estão em situação de empate técnico. Para Patrus converge o eleitor de esquerda e potencialmente, com o apoio explícito do presidente Lula (PT), poderá herdar um quinhão mais expressivo desse eleitorado. Alexandre Kalil conta com o seu recall em uma gestão municipal bem avaliada e com a popularidade dos títulos que conquistou no Galo. Mas, neste momento, diferentemente das eleições à Prefeitura de Belo Horizonte de 2016 e de 2020, o desempenho de Kalil é afetado pela presença de Patrus, em torno de quem gravita o eleitorado de esquerda.
Com 4% das intenções de voto no Datafolha e 5% na Quaest, Gabriel Azevedo (MDB) está em situação de empate técnico com Flávio Roscoe (PL), que oscilou de 4% para 3% entre as duas pesquisas. Roscoe tende a se beneficiar da associação com o bolsonarismo e, apesar das defecções que vem registrando entre lideranças do partido que migram para a campanha de Cleitinho, aposta que se beneficiará de........
