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Entre o botão de pânico e a sub-representação na política

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10.09.2026

Entre as eleições gerais de 2026 e de 2022, pela primeira vez em duas décadas registra-se a redução do número de candidaturas de 29.262 para 20.912, uma variação negativa de 28,5%. O número de candidaturas femininas caiu 25,6%, de 9.890 candidaturas apresentadas em 2022 para os cargos proporcionais e majoritários em disputa para 7.330 neste pleito. Proporcionalmente, a queda de mulheres concorrendo foi um pouco menor do que a redução de 29,8% das candidaturas masculinas no período, de 19.343 para 13.578. Nos dois pleitos, 32 candidaturas não divulgaram gênero.

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Em 2026, mulheres candidatas a todos os cargos representam 35%; eram 33,8% em 2022. O discreto aumento de 1,2 ponto percentual da fatia de candidaturas femininas no bolo em disputa não reflete, contudo, avanço na qualidade da participação política feminina. Enquanto a presença das candidatas mulheres para cargos proporcionais alcança média de 35%, para cargos majoritários de governos, Senado e Presidência da República as candidaturas de homens representam, nessa ordem, 82,5%; 84,6%; e 78%.

A política segue espaço hostil para as mulheres. O aumento das candidaturas femininas para a Câmara dos Deputados, que em 1994 representavam apenas 6,2%, se registra sobretudo nas eleições legislativas por graça e obra da chamada “cota de gênero”, criada há 30 anos para ampliar a participação feminina na política. Foi apenas a partir de 2009, quando a legislação passou a exigir que as candidaturas femininas........

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