E o Oscar da política mineira vai para...
Assim como Jair Bolsonaro (PL) está para o PT e Lula, a personagem encarnada hoje pelo governador Romeu Zema (Novo) não existiria sem o malfadado governo Fernando Pimentel (PT). Não só porque Pimentel, em acordo político com os seus antecessores, chamou para si as condições em que recebera o estado, mas também porque foi apenas no apagar das luzes de seu mandato que obteve do Supremo Tribunal Federal (STF) o pleito de suspensão do pagamento das parcelas da dívida, alegando a urgência da compensação da Lei Kandir, benefício que viria a cair no colo de Zema.
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Foi no contexto do lavajatismo e das narrativas da antipolítica que se elegeu Romeu Zema em 2018. O mineiro se recusou a eleger o PT e o PSDB, berços de tantas lideranças, entre as quais o vice-governador Mateus Simões (PSD). O político do Novo recebeu o discurso pronto da inadimplência e também a porta de saída dela, à qual se agarrou para não pagar as parcelas da dívida em quase seis dos sete anos em que governa. Exatamente por isso a dívida de Minas negociada com a União, que era de R$ 88,77 bilhões ao final de dezembro de 2018, hoje alcança R$ 177,48 bilhões. Os pagamentos foram retomados apenas em outubro de........
