A guerra do STF na urna presidencial
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Senado, a mãe de todas as guerras
A nova narrativa de campanha associa Moraes a Lula, tratando-os como uma só pessoa. Assim Flávio Bolsonaro resolve uma série de situações de campanha que dificultavam o seu desempenho eleitoral, desde que, em março passado, foram divulgados áudios em que ele pedia dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark horse”, sobre a biografia do pai, Jair Bolsonaro, com previsão de lançamento na reta final da campanha presidencial. Em primeiro lugar, acerta as contas com o relator do processo que julgou e condenou os envolvidos na tentativa de golpe, entre eles, Jair Bolsonaro. Em segundo lugar, o caso Vorcaro sai das costas de Flávio para a de Moraes.
Ao retirar, em 1º de setembro, o sigilo sobre a ação que apura mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, André Mendonça fez mais do que expor à execração pública as relações do ministro com o ex-banqueiro do Master. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também são citados no relatório da Polícia Federal. Do ponto de vista institucional, André Mendonça detonou a maior crise da história do STF: para além de trazer a público uma investigação de um ministro sem autorização do plenário, os procedimentos adotados foram criticados pelo timing, com potencial para interferir no processo eleitoral.
Em meio à guerra entre Moraes e Mendonça, soube-se que o próprio Mendonça havia se encontrado com Daniel Vorcaro, em 14 de março de 2025, na sede........
