A abstração do Estado e o despertador da eleição mineira
Diferentemente das campanhas à Presidência da República, que pela cristalização de opiniões junto a grupos expressivos de eleitores polarizados seguem em permanente mobilização, inclusive no período entre mandatos, a realidade das campanhas estaduais é muito diferente. No plano nacional, para cerca de 70% do eleitorado polarizado as opiniões pouco se mexem na avaliação positiva ou repúdio ao governo federal. Contudo, no plano estadual, a atenção do eleitorado aos governos é bem mais pulverizada e não necessariamente se alinha aos polos no plano nacional.
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No plano municipal, a proximidade com governos para a solução de problemas que estão do lado de fora da porta das casas produz eleitores também mais atentos às gestões municipais em relação às estaduais. O estado se apresenta, assim, como esse ente federado mais abstrato em relação ao governo federal, que concentra as definições de políticas econômicas e sociais abrangentes, e aos governos municipais.
O alheamento do grosso do eleitorado mineiro em relação à sucessão mineira é um fenômeno evidente. As pré-campanhas se agitaram na definição e decapitação de candidaturas. Passaram-se as convenções. As campanhas se iniciaram em 16 de agosto. E apesar do calendário que marca a distância de 45 dias do dia da votação, o grande público ainda não está prestando atenção na sucessão estadual. Para o meio político engalfinhado na disputa pelos nacos do poder, talvez isso não faça sentido. Já para o cidadão comum que precisa........
