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3,6 milhões de empresas abertas e uma pergunta sem resposta

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10.09.2026

Uma empresária do comércio disse uma frase que eu não consigo tirar da cabeça. Ela tinha acabado de contar como foram os primeiros meses depois de abrir o CNPJ: "Eu queria que pegassem na minha mão e caminhassem comigo até onde pudessem." Ela não quer curso, não quer crédito. Quer alguém do lado, com técnica, na hora em que a coisa está acontecendo.

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A frase está na pesquisa Dores dos Pequenos Negócios, do Sebrae Nacional, julho de 2026. Oito grupos de discussão, 75 participantes, entre potenciais empreendedores, MEIs e MPEs de comércio, serviços e indústria. É qualitativa, e entrega uma coisa que número nenhum entrega: a escolha do assunto. As pessoas falaram do que quiseram falar. É aí que está o achado.

Vender. Conquistar cliente. Achar mercado. Conseguir crédito. Digitalizar. Esse é praticamente o cardápio inteiro do que se vende hoje para pequeno negócio no Brasil, e nos oito grupos apareceu de raspão.

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O assunto foi outro. Manter a empresa em pé e arrumar a casa para crescer. Contratar. Delegar. Organizar processo. Aprender a administrar já administrando. Se você vende alguma coisa para esse público, respira fundo e lê de novo: boa parte da oferta disponível hoje responde uma pergunta que o cliente já resolveu ou já desistiu de fazer.

A pesquisa monta uma sequência que explica quase tudo. O empreendedor começa fazendo tudo sozinho. Chega no limite. Precisa contratar. Não acha gente qualificada, ou acha e não segura. Continua centralizando, porque delegar pede confiança e processo, e ele não tem nenhum dos dois. A operação come o dia inteiro. O crescimento fica para........

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