Opinião | Riscos geopolíticos em alta testam a margem de manobra do Brasil
"Futuro da Venezuela passa por acordo e interesses dos Estados Unidos", afirma Andreazza
Andreazza comenta sobre a captura do presidente da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos numa ação militar jamais vista na América.
Todo ano, publicamos na consultoria Eurasia um relatório com os principais riscos geopolíticos da atualidade. Em 2026, o calendário mal começou e os Top Risks já vieram na esteira de um ataque histórico dos Estados Unidos à Venezuela. Ainda assim, temos 360 dias pela frente, e vale olhar para outras histórias e tendências que devem moldar o mundo nos próximos meses.
Dos dez riscos citados no relatório, três se destacam por estruturar o cenário global.
O primeiro é a revolução política em curso nos Estados Unidos. O segundo mandato de Donald Trump tem sido marcado pela erosão de contrapesos institucionais e pela centralização do poder Executivo.
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É provável que Trump sofra derrotas eleitorais nas eleições legislativas de 2026 e que os democratas recuperem a Casa Branca em 2028. Ainda assim, é pouco provável que as instituições americanas e sua política externa simplesmente retornem ao status quo anterior. O risco de uma erosão democrática mais profunda do que a observada até aqui permanece no horizonte.
Até agora, os efeitos econômicos desse processo foram brandos. A economia americana seguiu crescendo, o dólar perdeu força e o ambiente financeiro internacional permaneceu........
