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Opinião | Politização das Forças Armadas (nos EUA)

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24.02.2026

Uma das questões mais controvertidas que Trump vai deixar como legado de seus dois mandatos presidenciais nos EUA será a tentativa frustrada de politizar as Forças Armadas (FFAA), contrariando um dos pilares fundamentais da democracia americana: o controle civil das Forças Armadas e a neutralidade política dos militares.

Durante o primeiro mandato (2017-2021), Trump frequentemente tratou as Forças Armadas como base política, buscando lealdade pessoal dos líderes militares. Ele frequentemente se apresentava como o “presidente dos militares” e procurava associar o Exército à sua imagem pessoal. Exerceu pressões sobre oficiais, tentando que altos comandantes apoiassem publicamente decisões controversas, como o uso das forças para reprimir protestos do movimento Black Lives Matter em 2020. Buscou o uso político da força, chegando a sugerir o envio de tropas federais a cidades governadas por democratas e usar a Insurrection Act (Lei da Insurreição) para mobilizar o Exército internamente em cidades como Chicago, Los Angeles e Washington, governadas por opositores democratas, tratando essas áreas como se fossem zonas de guerra doméstica. Fez críticas públicas a generais, chamando oficiais de “fracassados” ou “covardes” quando se opuseram às suas ordens ou mantiveram postura........

© Estadão