Notícia | Alardeada como SAF de R$ 1,2 bilhão, Portuguesa tem realidade apenas modesta garantida por contrato
Bilionária, a Portuguesa isso. Bilionária, a Portuguesa aquilo. Desde que a SAF da Lusa foi apresentada, em 2024, imprensa e público pegaram o hábito de citar o clube-empresa como se fosse um projeto bilionário. Não sem motivo. Na época do fechamento do negócio, R$ 1,2 bilhão foi a cifra espalhada por interlocutores.
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A realidade é muito mais modesta, no entanto. No contrato firmado pela Portuguesa com Tauá, Revee e XP, ao qual a coluna teve acesso, o valor a ser aportado pelos investidores se limita a R$ 30 milhões. Em nota enviada à coluna, o clube se explica (veja o comunicado no fim do texto).
Há discrepância entre o discurso público e a garantia contratual — prática que outras SAFs têm adotado, principalmente no momento da venda, para o convencimento de conselheiros e associados.
O novo quadro em vídeo do Estadão, "Entre as Linhas", baseia-se sempre em documentos para contar histórias — ou recontar, quando necessário. A estreia, nesta quarta-feira (21), revela os contratos assinados por Portuguesa, Tauá e Revee, com interveniência da XP.
A SAF da Portuguesa foi anunciada em novembro de 2024. No contexto, estava a situação falimentar da associação que era dona do futebol até então, e há mais de 100 anos, e a perda de competitividade em campo, que pressionava dirigentes e conselheiros do clube a buscar alternativas.
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O negócio foi fechado pelo presidente da Lusa, Antonio Carlos Castanheira, e pelos executivos da Tauá, Alex Bourgeois e André Berenguer.
O valor levado à imprensa foi de R$ 1,2 bilhão. Divididos assim:
Essa última parte, do futebol, era representada por:
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Antes mesmo de entrar no contrato, percebe-se que foram misturados alhos e bugalhos — prática que se popularizou entre SAFs do Brasil. Em especial, porque os investidores somaram pagamento de dívidas, investimentos e despesas correntes para gerar o tal bilhão.
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A aquisição de jogadores e a reforma do centro de treinamento se caracterizam como investimentos, de fato. Direitos dos atletas são ativos intangíveis, enquanto infraestrutura é ativo tangível, ou imobilizado, contabilmente falando.........
