Opinião | Mulheres na ciência: uma estratégia de país
No dia 11 de fevereiro, o mundo celebra o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência. Não é uma data decorativa. É um chamado à responsabilidade: a produção de conhecimento — base do desenvolvimento, da soberania e do bem-estar — ainda convive com barreiras que limitam talentos e atrasam soluções. Reduzir a desigualdade de gênero nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) não é “pauta identitária”, é estratégia de país.
Os números ajudam a dimensionar o desafio. Mulheres seguem sub-representadas na pesquisa global e, sobretudo, nas áreas consideradas “duras”, como engenharia e computação.
E mesmo quando a presença feminina aumenta — como ocorre no Brasil em várias etapas da formação —, a equidade falha no ponto mais decisivo: a liderança. Chefias de laboratório, coordenações, comissões de avaliação, posições de maior prestígio e poder decisório ainda refletem uma desigualdade de gênero........
