Opinião | Paz desarmada e desarmante
Na sua primeira mensagem para o Dia Mundial da Paz, comemorado pela Igreja Católica em 1.º de janeiro, o papa Leão XIV retomou sua primeira saudação à multidão reunida na Praça de São Pedro, após a sua eleição ao Pontificado. “A paz esteja convosco”. Com essas mesmas palavras, Jesus dirigiu-se aos apóstolos, ainda assustados, mas felizes por vê-lo novamente após a sua ressurreição (conferir Jo 20, 19-20). Leão XIV quis dirigir palavras de alento ao povo, ainda enlutado pelo falecimento de papa Francisco, mas feliz com a eleição do novo sucessor de Pedro.
Mas não era só isso. Leão XIV indicava, desde logo, para uma de suas preocupações: a paz no mundo, o fim das guerras e dos motivos que as desencadeiam, a convivência fraterna e respeitosa entre todos os povos, apesar de todas as grandes diferenças que possam existir entre eles. Paz também na Igreja, sem antagonismos acusatórios e divisionistas, para que os discípulos de Cristo dediquem suas energias àquilo que mais importa: o testemunho do Evangelho da vida, da compaixão e da paz para todos.
Na sua mensagem, Leão XIV insiste que é preciso acreditar na paz, abrir-se a ela e trazê-la dentro de si. “É necessário ver a luz e acreditar nela”. Não dá para fazer discursos de........
