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Notícia | Investidor estrangeiro de longo prazo ainda não entrou na B3, diz Bradesco

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19.02.2026

A Bolsa brasileira não viu ainda a chegada de grandes investidores externos, como fundos de pensão e soberanos. O fluxo de estrangeiro comemorado pela bolsa neste início de ano representa um pedaço do que o Brasil tem potencial de atrair em recursos estrangeiros, à medida que o juro brasileiro começar a cair e a atratividade da renda fixa, a diminuir.

“Há um grupo de investidores que são passivos, ou seja, investem no País via gestores locais e esse movimento não estamos vendo ainda”, disse o responsável pelo mercado de renda fixa do Bradesco BBI, George Costa e Silva. Segundo o executivo, são investidores de longo prazo, como os vistos na última onda de ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) de 2019 e 2020.

Isso não reduz a relevância, no entanto, do recorde de entrada de estrangeiros na bolsa, que deve fomentar IPOs previstos para este ano, especialmente no setor de saneamento, assim como dar sustentação às ofertas subsequentes (follow-ons) que estão sendo engatilhadas. A diferença é que os estrangeiros que estão comprando bolsa nesse momento são de casas já presentes no mercado brasileiro e que buscam liquidez para desmontarem suas posições se preciso.

Fluxo de entrada deve se intensificar

Para Costa e Silva, esse fluxo vai continuar para o Brasil, já que a percepção é de queda da taxa de juro brasileira e de o dólar seguir pressionado globalmente. “O dólar depreciado é um grande incentivo para o estrangeiro vir para o Brasil, então acredito que o fluxo continuará sendo positivo para a bolsa”, acrescenta.

Para que haja uma “boa pernada” de IPOs, no entanto, é preciso que cheguem os de longo prazo, acrescenta Costa e Silva. Segundo ele, esse perfil ainda aguarda definições no cenário macroeconômico e político. Mas o ingresso firme de recursos dos estrangeiros na Bolsa este ano é uma “abertura de terreno”, diz ele, para uma janela mais sustentável posterior.

Três IPOs de saneamento - BRK, Copasa e Aegea - são esperados, com potencial de levantarem mais de R$ 20 bilhões no primeiro semestre. O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou recentemente haver expectativa entre executivos de bancos de investimento e que assessoram empresas de que entre 10 a 15 ofertas de ações aconteçam este ano, envolvendo IPOs e ofertas subsequentes.

Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 18/02/2026, às 17:00

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© Estadão