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Opinião | Entre o frevo e o compasso: coordenação, impunidade e os riscos do combate à corrupção

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12.02.2026

“Caso Master expõe a perversão da República por meio da corrupção e do lobby", diz Andreazza

Andreazza fala sobre a mansão alugada por um ex-sócio da Fictor no Lago Sul, em Brasília, que foi palco de encontros com ministros e políticos. Crédito: TV Estadão

No carnaval de Recife e Olinda, tudo parece caos. O frevo acelera, os bonecos gigantes ocupam as ladeiras, o maracatu impõe um ritmo ancestral e, ainda assim, nada acontece por acaso. Por trás da aparente desordem, há coordenação fina: cada nação sabe quando entra, cada orquestra conhece seu compasso, cada bloco respeita o tempo do outro. Sem isso, o que deveria ser festa vira atropelo.

O combate à corrupção em democracias vive um dilema parecido. Quando cada instituição dança sozinha – Ministério Público, Polícia Federal, Judiciário, órgãos de controle – o resultado costuma ser conhecido: processos que se arrastam, decisões que não chegam, elites desviantes que escapam. A falta de coordenação produz um ritmo lento,........

© Estadão