EUA-Portugal: uma relação histórica previsível
"Podemos mudar a história, mas não a geografia. Podemos mudar de amigos, mas não de vizinhos.” A frase anterior, do então primeiro-ministro indiano Atal Behari Vajpayee, tem vindo a ser recuperada nos últimos tempos, sobretudo devido ao avolumar das tensões militares na Europa.
Os suecos, os finlandeses e os países bálticos usam-na a propósito da vizinhança próxima com a Rússia. A mesma reflexão, aplicada a Portugal , só pode incluir a sua relação com os Estados Unidos, mais do que com a vizinha Espanha. Aliás, num momento em que se celebra os 250 anos dos Estados Unidos, convém mesmo refletir na relação histórica, económica e militar entre Portugal e o seu vizinho da frente, do outro lado do Atlântico.
Economicamente, é uma relação forte. Os Estados Unidos são, desde há poucos meses, o terceiro maior investidor em Portugal e o primeiro não-europeu na lista do investimento direto estrangeiro, agora à frente da China.
Empresas como a Aquaterra, a Westlake, a Visteon, a UPS têm apostado em fazer negócios nos seus setores em Portugal, juntando-se às gigantes IBM, Amazon Web Services, Google e Microsoft, que já operam há muito tempo no país.........
