menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A mesma robustez pode custar muito mais recursos

27 0
09.10.2026

Duas empresas podem absorver a falha de um fornecedor crítico sem interromper entregas e, ainda assim, pagar custos muito diferentes por essa robustez. Numa, a proteção assenta em semanas adicionais de stock, capacidade de reserva e liquidez mantida por precaução. Na outra, parte dessa segurança vem de uma segunda origem que já produz, de uma operação capaz de mudar rapidamente o mix e de contratos que permitem ajustar volumes. Para o cliente, o resultado pode ser semelhante. Para a empresa, a quantidade de recursos necessária para o garantir pode ser muito diferente.

Essa diferença é também uma questão de produtividade. Stock, liquidez, capacidade e conhecimento de reserva não são desperdício só por estarem disponíveis; compram tempo e opções quando algo falha. Mas continuam a consumir capital, espaço, horas de gestão e capacidade que não pode ser usada noutro sítio. Operar sem folga não é o objetivo. O que interessa é perceber quanto custa manter o nível de robustez de que o negócio precisa.

A OCDE, numa revisão de 2025 sobre resiliência das cadeias de abastecimento, distingue duas respostas que interessam a esta conta. A redundância, através de inventário, fornecedores adicionais ou capacidade disponível, protege, mas tem custos; a flexibilidade pode responder a choques sem exigir a mesma duplicação de recursos e, em alguns casos, apoiar simultaneamente resiliência e desempenho económico. Isto não significa que a flexibilidade seja sempre superior. Significa que duas arquiteturas de proteção podem entregar robustez semelhante com custos........

© Dinheiro Vivo