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A “ABSURDEZA” CONTEMPORÂNEA

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06.07.2026

A humanidade corre demasiado. E com a ânsia de conseguir ter mais e mais bens materiais, esquece-se de que é primordial ter tempo de qualidade com Deus, consigo própria, com a família e com os amigos. Daí, a vida passar tão veloz quanto o ritmo que os seres humanos lhe imprimem, o que mais depressa faz aproximar o fim da sua existência. Ou, então, quando sucede uma tragédia como o inesperado sismo que varreu a Venezuela em que, de repente, centenas de vidas se apagaram debaixo dos escombros. 

A partir daí, interrogo-me sobre o porquê de, perante tanto infortúnio, os humanos não arrepiarem caminho. Continuando a cultivar autênticos paradoxos, como por exemplo: “casas grandes, famílias pequenas / mais diplomas, menos senso comum /Mais SNS, menos acesso à saúde / conhecer o mundo, desconhecer vizinhos / alto rendimento, baixa paz de espírito / muito conhecimento, pouca sabedoria / agenda lotada, escasso tempo p’ra amar / amigos virtuais, raros reais / muito humanos, pouca humanidade /........

© Diário do Minho