Por Entre Linhas e Ideias
Que valor tem uma vida que nunca se põe ao serviço de outra? Hoje quero olhar para aquelas pessoas de quem poucas vezes se fala. Refiro-me às que trabalham na sombra, sem palco e sem esperar reconhecimento. São as que organizam recolhas, visitam doentes, acompanham idosos, ajudam crianças, protegem animais, limpam matas, dão sangue, servem refeições ou mantêm viva uma associação local. Todos conhecemos alguém assim, alguém que decidiu que a vida dos outros também lhe dizia respeito.
Falar de voluntariado é falar de ética prática, de uma ética que não fica nas ideias ou nos discursos, mas se transforma em ação diante da vida dos outros. O voluntário não substitui aquilo que o Estado deve garantir, nem existe para colmatar falhas das políticas públicas, mas para acrescentar humanidade e cuidado a quem precisa.
Em Portugal, esta realidade tem enquadramento legal. A Lei n.º 71/98, de 3 de novembro, estabelece as bases do voluntariado e o Decreto-Lei n.º 389/99, de 30 de........
