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Primeira preocupação de quem escreve

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11.03.2026

Penso que a primeira preocupação de quem escreve (sejam grandes livros de biblioteca ou croniquetas de bolso para entreter os ócios de quem as lê) é intervir, participar, estar presente na vida da comunidade a que pertence; e deveria mesmo ser alargada, sempre que possível e desejável, tal participação como uma forma de intervenção na vida da própria humanidade.

Escrever para os outros, sobretudo para os que não têm vez nem voz (e quem escreve não o deve somente fazer por gosto e deleite próprios), é ser uma espécie de barómetro das emoções, apetências e necessidades dos seus leitores; todavia, o que muito por aí se vê, é certos jornais e jornalistas que assim não pensam nem agem, praticando um jornalismo interesseiro, bacoco, fulanizado e a reboque de interesses comezinhos e louvaminhas larvares.

Claro que a disponibilidade de quem escreve para dar a tal vez e voz aos que as não têm, pressupõe........

© Diário do Minho